Diversificar é fundamental!

Recentemente, fui procurada por uma amiga, servidora pública, para discutir investimentos em ações. Ela havia se interessado pelo tema porque “a Caixa tem um programinha bem simpático para comprar e vender ações”, e também porque sentiu que deveria diversificar seus investimentos.

Depois de travar por 2 segundos após a parte do “programinha simpático”, fiquei sinceramente feliz por ela ter se preocupado em diversificar seu patrimônio.

É muito importante que todos se preocupem em não ter todos os ovos na mesma cesta, e que nunca se esqueçam de um conceito fundamental: diversificar é fundamental!

Nunca mantenha todos os ovos na mesma cesta…

Diversificar nos protege das oscilações do mercado e, também, de nossos erros.

A diversificação nos protege dos “humores” do mercado.

Vamos considerar uma hipótese extrema e improvável: a compra de ações de uma empresa que venha a quebrar.

Se essa empresa representar 100% do meu patrimônio, terei um problema sério.

Se, no entanto, eu limitar os investimentos em ações a 20% do meu patrimônio, e tiver ações de 10 empresas diferentes, essa empresa ruim poderá representar apenas 2% do meu patrimônio. Uma situação bem menos trágica, certo?

Além disso, com uma certa frequência a Bolsa atravessa períodos de baixa. Muitos investidores menos experientes tendem a ficar apavorados e vender suas ações a preços baixos, o que é péssimo…

Não é fácil aguentar um longo período de baixa na Bolsa…

Nesse caso, se você tiver também investimentos em renda fixa, poderá se sentir “consolado” pelas taxas de juros altas, que proporcionarão uma boa rentabilidade dos títulos do Tesouro Nacional, Fundos DI, CDBs, LCA etc. Isso ajuda a suportar um período de queda nas ações sem a tentação de fazer bobagem. 😉

Mas nem só as ações nos causam surpresa. Há poucos anos atrás, tivemos uma alteração no cálculo do rendimento da – até então – intocável poupança. Isso aconteceu justamente porque as taxas de juros estavam baixas (para os padrões brasileiros, evidentemente).

Isso tornava os demais investimentos em renda fixa pouco atrativos perto da poupança, que é isenta de imposto de renda, e fez muitos daqueles que só investiam em renda fixa buscarem alternativas em outros ativos.

Diversificar também dilui nossos erros…

Quem tem uma profissão fora do mercado financeiro, família, amigos, pratica esportes e cuida da casa, não deve se preocupar em bater o mercado.

Tendo parte do nosso patrimônio em renda fixa, parte em imóveis (um para morar e outros que gerem renda, certo? Não estamos falando de casa na praia!), parte em renda variável e outros investimentos, estaremos sempre ok.

Não teremos o maior rendimento possível, mas teremos tranqüilidade e um patrimônio crescente e valioso.

E para construir esse patrimônio, não tem atalho: tem que trabalhar, economizar, estudar e investir! Tem que conhecer as taxas envolvidas, os impostos, os índices…

Quem quer investir em ações tem que saber o básico de análise fundamentalista, entender o que são ações preferenciais e ordinárias e, principalmente, saber o que deseja alcançar quando se compra uma determinada ação.

Quem investe em renda fixa também tem que entender os riscos envolvidos. Sim, renda fixa também tem riscos, como o de calote ou quebra da instituição em que você fez o investimento.

Analisar tudo isso parece muito difícil, mas não é. Basta estudar.

Certamente é uma alternativa melhor que viver em desespero, com sua vida na mão de dirigentes sindicais, gerentes de banco e familiares caridosos…

Até a próxima!

Imagem superior: Shutterstock

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